Alheira defumada da Quinta do Olivardo, em São Roque

A riqueza do interior de São Paulo passa também pela boa mesa dos restaurantes e pelo empreendedorismo de quem produz com qualidade. Entre 2 e 8 de agosto, o programa Sabor de São Paulo reuniu jornalistas, influenciadores digitais e agentes de viagens em uma press trip para explorar o que há de melhor nas rotas gastronômicas do Estado.

Exploramos a Rota Gastronômica Circuito das Águas, das Frutas, Bandeirantes, Bem Viver e Encantos do Campo, passando por São Roque, Cabreúva, Itupeva, Holambra, Amparo, Monte Alegre do Sul, Americana, Elias Fausto, Valinhos e Campinas, ponto final da viagem, onde aconteceu um festival gastronômico aberto ao público no Instituto Agronômico de Campinas (IAC) para mostrar as delícias dos restaurantes e produtores visitados.

O programa Sabor de São Paulo é uma ação do Governo do Estado, realizada por meio da Secretaria de Turismo e Viagens (Setur-SP) e conta, entre outros organismos, com apoio de instituições como Senac, Sebrae e prefeituras, em parceria com o Mundo Mesa e o Senac-SP.

Press trip explorou 15 atrativos no interior de São Paulo

A press trip visitou 15 atrativos, entre restaurantes, confeitaria e produtores de queijos, cervejas, vinhos, cachaças, cafés e charcutaria além de locais turísticos de Campinas.

Bella Quinta Vinhos Finos – A vinícola localizada em São Roque (SP), faz parte da região turística Roteiro dos Bandeirantes e produz vinhos naturais e de baixa intervenção. Seus rótulos são elaborados, em boa parte, com uvas adquiridas de produtores da região e podem ser adquiridos em uma loja que funciona dentro do Parque Vinícola Góes. Entre os destaques, estão as bebidas da linha Ânfora, que repousam em recipientes de cerâmica, método que é uma referência a técnicas ancestrais de viticultura.

Bella Quinta fica no Roteiro do Vinho de São Roque SP
Vinícola oferece degustação guiada

A estrela da Bella Quinta, porém, é a linha Gran Reserva Musical, que, além de ter os rótulos batizados com nomes de artistas, suas garrafas repousam na cave ao som de música. Quem quiser conhecer mais pode participar de degustações e de uma visita guiada pelas instalações.

Quinta do Olivardo – O complexo gastronômico localizado no Roteiro do Vinho de São Roque (SP), começou como uma pequena vinícola, em 2007. Hoje, além do restaurante homônimo, a Quinta do Olivardo reúne empório, fábrica de pastéis de nata, uma tasca e casa especializada em leitões assados no forno a lenha. O espaço mais recente é o Senhor Vinho, que chama atenção pela vista privilegiada da cidade.

Olivardo apresentou os destaques do cardápio
Bacalhau é o carro-chefe do restaurante

Para além dos clássicos de Portugal, os carros-chefes, o menu oferece receitas de outros cantos da Europa. A estrela, porém, é o bacalhau, que surge em diferentes preparos. Durante o ano, o lugar realiza uma série de eventos, como a pisa da uva e o Jantar Vinho dos Mortos, embalado por fado, todo terceiro sábado do mês.

Espetada Madeirense no galho de louro

O empreendimento conta ainda com atrações de lazer para as crianças e chalés para hospedagem, instalados dentro de antigos tonéis de vinho.

Pé do Morro – Localizada no alto da serra do Japi, em Cabreúva (SP), o laticínio artesanal se dedica à produção de queijos autorais elaborados a partir do leite de vaca fornecido por produtores da região. A linha reúne sugestões que vão desde o queijo Lua, com massa macia, sabor suave e cobertura de mofo branco, que lembra o camembert, até o queijo Sol, de massa cozida, sabor intenso e longa maturação.

Erico Kolya mostra seus queijos artesanais
Degustação das variedades

O portfólio também inclui doce de leite nas versões tradicional e com café. De quinta a domingo, a propriedade recebe visitantes em seu armazém. Quem quiser, pode pegar uma cesta de piquenique contendo toalha, tábua e faca, e enchê-la com queijos, antepastos, charcutaria, geleias, vinhos, todos próprios ou de parceiros locais, escolher uma mesinha na área externa e curtir a paisagem.

Pé do Morro tem espaço para piquenique no gramado debaixo de oliveiras

A propriedade também mantém uma cabana para hospedagem.

Alambique JP – Antes dedicada ao cultivo de café, a família do imigrante italiano Cyrineo Tonoli iniciou a produção de cachaça na propriedade em 1948, e, em 1962, fundou a Indústria e Comércio de Bebidas Tonoli, considerada a indústria pioneira de Itupeva (SP).

Cachaça premiada do alambique que passa por tonel de umburana
Fernando e Raphaella Tonoli

Atualmente sob comando de Fernando Tonoli e sua esposa Raphaella, o negócio está modernizado, mas não abriu mão da tradição. Do portfólio, destaque para a cachaça Itupeva Umburana, a primeira da marca a conquistar, em 2017, medalha de ouro no Concurso Mundial de Bruxelas. Além dela, o alambique reúne rótulos de cachaças envelhecidas em tonéis de madeira amendoim-do-campo, carvalho americano e carvalho francês, cada um com características próprias de aroma e sabor.

Alambique também recebe visitas guiadas mediante agendamento

Há ainda grappa, destilado obtido do bagaço da uva, gin com infusão de 11 botânicos, e licores, como de café, de doce de leite, de chocolate e limoncello. O Alambique JP realiza, mediante agendamento, visitas guiadas que percorrem todas as etapas da produção.

Tratterie Holandesa – Inaugurado em 2010, o restaurante localizado em Holambra (SP) chama atenção pelo ambiente amplo e aberto, tomado por bandeiras penduradas no salão, a maioria doada por clientes de diferentes países.

Croqueta de carne é sugestão de entrada
Chef Marcel comanda o restaurante ao lado da esposa e filha

Quem comanda é Marcel Patrick Bijkerk, junto com a esposa e a filha. O chef proprietário se formou em gastronomia ainda na Holanda, onde nasceu, trabalhou durante anos com cozinha industrial e encabeçou uma operação dedicada à produção de refeições para eventos. Hoje, à frente da Tratterie Holandesa, apresenta os sabores típicos dos Países Baixos.

Joelho de porco acompanhado de salsichões, chucrute e purê de batata

Um dos destaques do cardápio é o generoso Zuurkoolschotel, preparado com o joelho de porco, adquirido de produtores da região, que passa cerca de três horas de cozimento antes de ser finalizado em fritura para ganhar casca dourada e interior macio. O prato chega à mesa acompanhado de salsichões branco e defumado, chucrute e purê de batata.

Martin Holandesa – A casa situada em Holambra (SP), nasceu em fevereiro de 1955, pelas mãos do imigrante holandês Martin Gerritsen e de sua esposa, Diny. Surgiu para atender, com pães e doces, uma comunidade que ainda estava começando a se formar na cidade. Mais de sete décadas depois, a confeitaria, hoje comandada pelo filho do casal, Frank Gerritsen, mantém a essência familiar, mas cresceu e, desde 2007, funciona também como restaurante.

Entradinhas de croquetes holandeses de comer com os olhos
O prato mais pedido da casa é o joelho de porco acompanhado de salsichões, chucrute, batatas e purê de maçã

Com múltiplos ambientes que vão de um salão reservado até um agradável deck voltado para a rua, ladeado por um pequeno lago com carpas, a Martin Holandesa oferece cardápio amplo preparado pelo chef David Inaba. Há desde clássicos, como o Klaas, composto de filé-mignon, servido com molho de gorgonzola e cogumelos, acompanhado de arroz típico e batatas da casa, até receitas contemporâneas.

Martin contou que tudo começou com pães e doces, depois veio o restaurante

Na confeitaria, que preserva o espírito do negócio original, continuam sendo produzidos doces tradicionais, como a Appeltaart, torta com massa amanteigada e recheio de maçã, canela e uva-passa.

Vinícola Areia Branca – A 1.050 metros de altitude, em Amparo (SP), a vinícola reúne arquitetura contemporânea, tecnologia de ponta e experiência de enoturismo voltada à contemplação e ao vinho. Por lá, são cerca de 13 hectares cultivados com variedades como Syrah, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Sauvignon Blanc e Chenin Blanc. Os vinhos são divididos em duas linhas.

Vinícola Areia Branca tem arquitetura contemporânea e 13 hectares de vinhedos

A Areia Branca, que homenageia o bairro onde está localizada a propriedade, reúne rótulos jovens e de perfil mais fresco. Já a Pio, batizada em homenagem ao fundador, é composta pelos vinhos de maior complexidade, comobo tinto PIO IV Cabernet Franc, amadurecido em 12 meses de barrica de carvalho francês e clive de cerâmica.

Juliana Schio conta um pouco da história da vinícola e atividades oferecidas aos visitantes

Entre as experiências oferecidas, uma inclui degustação dos principais rótulos da linha Areia Branca, acompanhados por tábuas de frios, embutidos e pães.

Vinícola disponibiliza degustação de vinhos harmonizada com queijos

O outro roteiro, mais completo, reúne café da manhã ou da tarde, caminhada pelos vinhedos, visita à produção e à sala de barricas e degustação conduzida dos vinhos da linha premium.

Fazenda Atalaia – Com quase 160 anos de história, a fazenda localizada em Amparo (SP) produz e comercializa mais de 70 itens, entre queijos e derivados do leite, sendo o de maior destaque o Queijo Tulha, que conquistou medalha de ouro em 2016, no Internacional World Cheese Awards.

Fazenda Atalaia comercializa mais de 70 produtos, com destaque para o queijo Tulha
Restaurante serve pratos variados com destaque para as massas recheadas com queijo

Na propriedade, são produzidos outros queijos, como Mogiana, Mantiqueira, Figueira e Nuvem, elaborados com diferentes técnicas de produção e maturação, que resultam em aromas, texturas e sabores distintos.

Meire Cardoso é gerente de produção da Fazenda Atalaia

As visitas guiadas apresentam a trajetória do local e o funcionamento da queijaria, permitindo que o público conheça cada etapa do processo e participe de degustações. O restaurante completa a experiência, ao oferecer pratos que incorporam os ingredientes do portfólio.

Fazenda Benedetti – A propriedade situada em Amparo (SP) abriga um misto de empório, café, padaria, apiário e alambique, além de oferecer visitas guiadas que apresentam o cultivo da cana-de-açúcar e todas as etapas da fabricação das cachaças.

Familia Benedetti tem tradição na produção de cachaças artesanais

Espalhadas pela fazenda, mesas ao ar livre, redário, lago e área para crianças tornam o ambiente um convite para passar o dia em contato com a natureza. Foi a família Benedetti, de origem italiana, que transformou o lugar após a crise de 1929, iniciando uma tradição de produção de cachaça que já dura mais de 90 anos.

Jorge Luís Benedetti mostra a premiada cachaça Giuseppe envelhecida 8 anos

Entre os destaques estão os rótulos Flor da Montanha, criado em homenagem a Amparo e medalha de ouro no Concours Mondial Spirits Selection, em Bruxelas; e o Giuseppe Benedetti, envelhecido por oito anos.

Fazenda também tem café de qualidade servido no coador de pano

O local ainda produz licores, vinhos, sucos artesanais e oferece uma cafeteria com receitas caseiras.

Cafezal em Flor – A proposta de Marcia e Tuffi Bichara, que comandam o Cafezal em Flor, é aproximar o visitante do caminho completo do café, do grão à torra. O casal adquiriu a propriedade em 1999, quando era uma antiga fazenda de Monte Alegre do Sul (SP), com algumas plantas degradadas, e foi transformando ao longo dos anos, sempre com um olhar atento para sustentabilidade e integração com a paisagem.

Degustação de cafés e visitas guiadas são destaques do Cafezal em Flor

Hoje, sua produção é de 12 toneladas anuais destinadas ao mercado interno, sendo oito variedades cultivadas ali, incluindo a geisha, originária da Etiópia e supervalorizada pelo perfil aromático ebas notas florais.

Produtora Marcia Bichara explica todo o processo do plantio à torra do café

Parte da produção também explora técnicas diferentes de processamento, como o Marvada, café fermentado com a levedura utilizada na produção de cachaça.

Grãos selecionados com cuidado garantem cafés especiais

O lugar oferece visitas guiadas aos sábados, mediante agendamento e abriga uma loja que funciona regularmente para venda direta dos cafés produzidos ali.

Padoca da Alma – Instalada desde 2018 em um imóvel de estética contemporânea, em Americana (SP), a Padoca da Alma combina clima de cafeteria urbana com produção artesanal. Sua produção diária reúne entre cinco e seis tipos de pão.

Padeira e fundadora Gabriela Pecchio mostra delícias da Padoca

Nos finais de semana, entram receitas especiais, como o pão preparado com queijo Tulha, produzido na Fazenda Atalaia. Mas talvez o exemplo mais direto da proposta da casa seja o Brasileirinho: pão francês feito com levain.

Difícil resistir a essas gostosuras do cardápio

A Padoca oferece ainda receitas cujas referências foram tiradas de viagens por diferentes lugares. Caso da tarta basca, sobremesa espanhola de textura cremosa, torta semelhante ao cheesecake, que ali ganha uma versão de abóbora com cobertura de caramelo de missô. Para o café da manhã, pão na chapa servido com manteiga ou azeite, ovos mexidos e misto quente montado no pão italiano com presunto artesanal são boas pedidas.

Pão italiano na chapa, ovos mexidos com crispy de presunto, tomate seco e queijo borsin da Fazenda Atalaia

Entre os pratos, chama a atenção o toast de cogumelos com queijo boursin, finalizado com tomilho fresco e raspas de limão-siciliano.

Kalango Cervejaria Artesanal – A fábrica situada em Americana (SP) começou a funcionar em 2016, depois de vários testes e produções em casa. Em 2019, os sócios abriram um bar bem decorado para atender a clientela e criar uma maior identificação com o consumidor local.

Kalango Cervejaria Artesanal tem uma linha bem diversificada de cervejas e petiscos
Kaure Martins é sócio e administrador da cervejaria

Hoje, a Kalango Cervejaria Artesanal oferece rótulos fixos da bebida, como a Brasileiripa, uma IPA elaborada com lúpulo brasileiro cultivado em Aguaí, quase na divisa com Minas Gerais, e novidades semanais. Destaque na carta para a premiada Cacau Stout, cerveja escura do estilo dry stout, de corpo leve e baixo teor alcoólico.

Os hambúrgueres, como o Krispy, também agradam muito a clientela

Na cozinha, o menu acompanha o espírito do bar e privilegia petiscos e lanches que funcionam bem ao lado das cervejas. Vale pedir a porção “Não é Coxinha”, composta por bolinhos de frango bastante cremosos. Os hambúrgueres também têm público fiel, e especialmente o clássico, montado no pão brioche com queijo, alface, cebola-roxa, picles e molho especial da casa.

Café do Lago – Localizado em Elias Fausto (SP), é um espaço que combina boa gastronomia e lazer à beira de um lindo lago, ideal para passar o dia. Nos finais de semana, o destaque é o café colonial com cerca de 90 itens, servido em um ambiente acolhedor com fogão a lenha.

Ambiente rural e café colonial repleto de gostosuras são atrativos do local
Lanche de linguiça é um dos mais pedidos no Café do Lago

Entre as opções aparecem linguiça caipira, ovos mexidos, bacon, pão de queijo, dadinho de tapioca e pães variados. Na parte doce, sobremesas como pudim e torta de maracujá. Quem comprar o ingresso para o café pode desfrutar das trilhas, passeio pelo pomar, atividades ao ar livre e atrações para crianças.

Liberato recebe os clientes com simpatia e mais de 80 itens aos finais de semana

Durante a semana, a casa funciona à la carte, com opções de café da manhã, sanduíches e tapiocas.

Amarus Salumeria – Em uma casa localizada em Sousas, distrito de Campinas, funciona a pequena produção de charcutaria artesanal comandada pelo casal Aldo e Surama Pera. Ele, engenheiro, e, ela, contadora, começaram a produzir por hobby em plena pandemia. Logo, os produtos se transformaram em negócio.

A salumeria, ou charcutaria, tem grande variedade de embutidos, carnes curadas, defumadas e maturadas

Além das receitas clássicas, o casal imprime um toque autoral em alguns produtos. É o caso do lonza, que tem como base o lombo de porco Duroc e leva uma crosta de erva-doce antes da maturação de 60 dias.

A verdadeira linguiça calabresa é um clássico da salumeria italiana

Outras sugestões ficam por conta da seleção de salames à base de carne suína, defumados em lenha de lichia, o que confere sabor levemente adocicado às peças. Além do clássico salame italiano, há versões entremeadas com jabuticaba, macadâmia e queijo Tulha, da Fazenda Atalaia.

Surama e Aldo Pera mudaram de área profissional para abrir o negócio que é um sucesso

Com agendamento prévio, é possível conhecer a produção a participar de uma degustação ao final.

Grifo Beer – Instalada em um amplo espaço que reúne fábrica e brewpub, a cervejaria localizada em Valinhos (SP) oferece aos visitantes a oportunidade de conhecer de perto o processo de produção, degustar rótulos exclusivos e aproveitar um ambiente pensado para encontros e eventos.

Grifo mantém um brewpub ao lado da fábrica de cervejas artesanais em Valinhos
Marcelo Ferreira Pedro é cofundador da cervejaria ao lado da esposa Maria Cecília Rennó

Criada por Marcelo Ferreira Pedro e a esposa, Maria Cecília Rennó, o lugar nasceu da paixão do casal pelas cervejas artesanais, descoberta durante uma temporada no exterior. Suas receitas são inspiradas em viagens e memórias, com rótulos que valorizam tanto referências internacionais quanto ingredientes brasileiros. Um destaque é a Figueiredo, Saison produzida com figo roxo, fruta símbolo de Valinhos.

As receitas das cervejas são inspiradas em viagens e memórias

Já o rótulo O Segredo de Pakal presta homenagem aos anos vividos pelos proprietários no território mexicano e combina uma Robust Porter com pimenta jalapeño, mel silvestre e cacau da Amazônia, reunindo referências culturais do mundo a ingredientes brasileiros.

Passeio em Campinas (SP) – A press trip ainda foi conferir alguns atrativos da região mais afastada da cidade, como os distritos de Sousas e Joaquim Egídio, a convite da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e do bureau Visite Campinas.

Subprefeitura do Distrito de Sousas mantém prédio preservado
Antiga ponte metálica sobre o rio Atibaia foi construída em 1895
Capela de São Sebastião foi construída originalmente em 1889

O passeio visitou o centrinho do distrito de Sousas, onde está a sede da Subprefeitura a Capela de São Sebastião e a ponte metálica sobre o rio Atibaia, construída em 1895.

Fazenda Quinta Nossa Senhora de Fátima, sede da Vinícola Terralia
Vinícola Terralia produz 20 mil garrafas/ano, mas plano é chegar 100 mil na área total
Lucas Peres e sua mãe Tânia projetam ainda um hotel na fazenda, além de visitas guiadas

Depois seguimos para a Vinícola Terralia, no distrito de Joaquim Egídio. Fica na bela Fazenda Quinta Nossa Senhora de Fátima, do século 18, uma antiga propriedade que passou do ciclo cafeeiro para agora produzir vinhos finos. O empresário Lucas Peres revelou que pretende ainda criar um hotel na vinícola para uma verdadeira imersão aos amantes de vinhos.

A viagem seguiu então para a Serra das Cabras, cuja altitude atinge 1.080 metros. Lá está o Observatório Municipal de Campinas Jean Nicolini, inaugurado em 1977. O centro astronômico tem telescópios de 250 milímetros a 600 milímetros para observação do céu. Foi o primeiro observatório municipal do Brasil. A visitação é feita com agendamento prévio.

Observatório Municipal de Campinas foi inaugurado em 1977
Visitação ao observatório pode ser feita com agendamento

Ao lado do Observatório Municipal fica o Museu Aberto de Astronomia (MAAS), dentro do Parque Pico das Cabras, voltado para astronomia e que, em breve, terá um parque temático de biologia.

Museu Aberto de Astronomia integra o Parque Pico das Cabras, que em breve vai ganhar um outro parque temático de biologia
José Carlos Junior está finalizando um parque temático de biologia junto ao museu de astronomia
Futuro parque temático de biologia terá um borboletário e um formigueiro gigante

Hoje o parque recebe visitação de escolas e grupos com agendamento e oferece diversas atrações pedagógicas.

Saiba mais sobre esses e outros atrativos em http://www.visitecampinas.com.br

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“É preciso viajar para aprender”

~ Mark Twain